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O Dia do Índio
A
criação do Dia do Índio ocorreu durante a realização
do I Congresso Indigenista Interamericano no México, em 1940. Os
índios foram convidados a participarem, mas acostumados com perseguições
e traições, recusaram. Dias depois, convencidos da importância
do Congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios
resolveram comparecer. A partir de então, esse dia foi dedicado
à comemoração do Dia do Índio, 19 de Abril.
Índios
do Brasil
Em
1910 foi criado o Serviço de Proteção ao Índio
(SPI), chefiado pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondom descendente
de índios, que trabalhou durante anos para melhorar as condições
de vida da população indígena brasileira que deu
início ao período de pacificação dos índios
e do reconhecimento do direito deles à posse da terra e de viver
de acordo com os próprios costumes.
No
ano de 1967, foi extinto o SPI, devido a inúmeras denúncias
de irregularidades administrativas, após a saída do Marechal
Rondom. No mesmo ano foi criada em seu lugar, a Fundação
Nacional do Índio (FUNAI), que procurou estabelecer uma política
de respeito às populações indígenas através
de normas de bom relacionamento entre o índio e a nossa sociedade.
Os
primeiros índios do Brasil viviam em regime de comunidade . A divisão
das tarefas do dia-a-dia era por sexo e por idade e todos ajudavam . Os
ensinamentos , as práticas , histórias , invocação
dos espíritos , cantos e danças eram transmitidos de geração
para geração.
Os
chefes das tribos eram os mais velhos, e eram eles que resolviam problemas
como doenças , mortes , desavenças na família e na
tribo , atrito entre as tribos vizinhas , guerras e paz . Cada tribo tinha
seus próprios costumes seu jeito de viver , de morrer , de construir
a aldeia , de governar . A terra não era de um só e sim
de todos que nela viviam, não haviam demarcações
nem comércio.
Os
primeiros portugueses que chegaram ao Brasil, mantiveram um contato amistoso
com os índios, pois precisavam deles para trabalhar na extração
do pau-brasil e para defender o litoral dos contrabandistas, principalmente
franceses. Mas, com o aumento do número de portugueses, as relações
do branco com o índio foram se tornando críticas, os índios
reagiram porque os portugueses roubavam-lhes as terras, atacavam suas
mulheres, tiravam-lhes a liberdade e transmitiam-lhes doenças,
algumas vezes causando a morte de todos os habitantes de uma aldeia.
Apesar
da resistência, milhares de índios foram escravizados no
período colonial pelos portugueses, que usavam armas de fogo para
dominar as populações indígenas. Nessa época,
os portugueses escravizaram os índios para forçá-los
a trabalhar na lavoura canavieira e na coleta de cacau nativo, baunilha,
guaraná, pimenta, cravo, castanho-do-pará e madeiras, entre
outras atividades.
Não
foi apenas no Brasil que os portugueses mataram índios. Também
na África e na Ásia eles foram responsáveis pela
morte de milhares de seres humanos.
Dos
aproximadamente 4 milhões de índios que habitavam o Brasil
na época da chegada de Cabral, restam hoje mais ou menos 200 mil,
sobrevivendo em condições precárias e sob constante
ameaça, principalmente dos garimpeiros.
Reduzidos
demograficamente e sistematicamente sujeitos a pressões crescentes
das frentes de expansão econômica que avançam sobre
as terras e os recursos naturais, o futuro dos povos indígenas
no Brasil é ainda incerto.
Aos
500 anos após o descobrimento, o Brasil ainda desconhece a imensa
diversidade de povos indígenas que ainda vivem no país.
Estima-se que hoje existam aproximadamente 210 povos, com vários
graus de contato, cerca de 170 línguas e dialetos, distribuídos
em todo território brasileiro.
Alguns
povos foram descobertos pela FUNAI e conseguiram reconstituir sua própria
sociedade. Os índios que hoje vivem no país não falam
apenas o tupi-guarani tronco lingüístico que abrange
30 nações indígenas mas cerca de 170 línguas
diferentes, como o Português.
Povos Indígenas mais conhecidos
no Brasil
Aimoré:
grupo não-tupi, também chamado de botocudo, vivia do sul
da Bahia ao norte do Espírito Santo. Grande corredores e guerreiros
temíveis, foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias
de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram
vencidos no início do século 20.
Avá-Canoeiro:
povo da família Tupi-Guarani que vivia entre os rios Formoso e
Javarés, em Goiás. Em 1973, foram pegos "a laço"
por uma equipe chefiada por Apoena Meireles, e transferidos para o Parque
Indígena do Araguaia (Iha do Bananal) e colocados ao lado de seus
maiores inimigos históricos, os Javaé.
Bororos: também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados
Boe. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam
na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc.
XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões.
Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas
da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo,
tanto pelas moléstias contraídas, quanto pelos casamentos
com não-índios.
Caeté:
os deglutidores do bispo Sardinha viviam desde a ilha de Itamaracá
até as margens do Rio São Francisco. Depois de comerem o
bispo, foram considerados "inimigos da civilização".
Em 1562, Men de Sá determinou que fossem "escravizados todos,
sem exceção".
Caiapós:
explorando a riqueza existente nos 3,3 milhões de hectares
de sua reserva no sul do Pará (especialmente o mogno e o ouro),
os caiapós viraram os índios mais ricos do Brasil. Movimentaram
cerca de U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20
árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo
de castanha. Quem iniciou a expansão capitalista dos caiapós
foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destituiu
o lendário Raoni e enfrentou a oposição de outro
caiapó, Paulinho Paiakan.
Carijó:
seu território ia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos
Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio da costa", foram receptivos
à catequese. Isso não impediu sua escravização
em massa por parte dos colonos de São Vicente.
Goitacá:
Ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais
selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror.
Grandes canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram
cerca de 12 mil.
Ianomâmi:
Povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem
à mesma família. Denominada anteriormente Xiriâna,
Xirianá e Waiká.
Curiosidades
De
acordo com suas necessidades de sobrevivência, os índios
produziam material de preparo alimentício, caça, pesca,
vestimenta, realizavam festas culturais e comemorativas, construíam
abrigo e transporte com materiais tirados na natureza sem prejudicá-la.
Os índios produziam vários
artesanatos, como:
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