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A Árvore

A árvore é uma planta perene, com um caule lenhoso, denominado tronco e que normalmente se ramifica acima do solo, constituindo uma copa, formada por ramos providos de folhas tingidas de pigmentos verde – a clorofila, grande captadora de energia solar. Certas plantas também produzem pigmentos acessórios, como carotenóides, xantofilas e antocianos. Eles absorvem luz de comprimento de ondas diferentes e passam sua energia para a clorofila

Como a maioria das outras plantas, a árvore cresce a partir de uma semente, que germina sob a influência do calor e da umidade. Ela se fixa no solo graças ao seu sistema radicular, que forma uma rede entrelaçada e desenvolve-se para os lados. Normalmente, uma árvore que atinge cinqüenta metros de altura, aprofunda-se cerca de 2,5 metros no solo, mas se espalha a distâncias que chegam a mesma medida da altura, podendo até cobrir a superfície do tamanho de um campo de futebol. Em toda essa área, minúsculos pêlos captam água e sais minerais, canalizando-os para as radículas (raízes secundárias). Daí, os nutrientes passam para as raízes principais e, finalmente, chegam ao tronco e às folhas

Nas folhas, os nutrientes são processados e distribuídos. Os vasos do xilema conduzem a seiva bruta até às folhas pelo alburno, e os elementos condutores do floema transportam a seiva até as raízes

O desenvolvimento da árvore ocorre de duas maneiras: a primeira pelas extremidades de todos os ramos, nos quais há um grupo de células não-especializadas que se dividem, fazendo-os alongar; a segunda, pelo câmbio, que é uma camada de células que recobre a parte do lenho da árvore. Quando as células do câmbio se dividem, o tronco, os galhos, os ramos e as raízes tornam-se mais grossos. O perímetro da maior parte das árvores adultas aumenta cerca de 25 centímetros a cada ano. Em climas temperados, os dois crescimentos acontecem, em geral, apenas na primavera e no verão. As novas células produzidas pelo câmbio formam um anel visível no seu tronco, que permite estimar sua idade

Todos os anos, a árvore desenvolve uma nova camada de vasos lenhosos, os condutores da seiva. Com o tempo, tais vasos interrompem suas funções, do centro para fora, e ficam revestidos de taninos e resinas, de modo a formar um “coração”, ou cerne forte, que dá à árvore resistência e grande durabilidade

A madeira é uma estrutura complexa, formada por diversos tipos de células especializadas. As árvores denominadas angiospermas são de “madeira dura” e possuem algumas espécies de células que diferem das encontradas nas coníferas (gimnospermas ou produtoras de “madeira mole” ou resinosa)

Essas árvores têm estrutura mais simples: são compostas de um único tipo de células condutoras (traqueídeos), uma pequena quantidade de parênquima e células radiais de condução. São encontradas com mais freqüência em regiões de clima temperado a frio. Elas adaptam-se tanto com relação a sua arquitetura, quanto à forma de suas folhas para suportar períodos de seca ou então muito frios. Com poucas exceções, não perdem suas folhas durante o ano

Por sua vez, as produtoras de madeira dura apresentam maiores evoluções: maior número de células de parênquima, células radiais e células ou vasos de grandes aberturas que facilitam o transporte de água. Normalmente, são mais diversificadas e perdem as folhas no inverno, principalmente nos países de clima temperado

Flores de vários tamanhos e formatos são produzidas pelas árvores. Há espécies de floração que só são percebidas com auxílio de uma lupa. As árvores de folhas largas possuem flores verdadeiras, enquanto as coníferas criam estruturas mais simples. A polinização – transporte do pólen (células masculinas) para as células femininas – pode ocorrer de várias formas: pelo vento, por insetos, aves ou mamíferos.

Fonte: BURNIE (1991), SANTOS (1987), BEAZLEY (1983) in LEÃO (2000).

 

     
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