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Etanol
O que é?
É
o mais comum dos álcoois e caracteriza-se por ser um composto
orgânico, obtido através da fermentação de
substâncias amiláceas ou açucaradas, como a
sacarose existente no caldo-de-cana, e também
mediante a processos sintéticos. É um
líquido incolor, volátil, inflamável,
solúvel em água, com cheiro e sabor
característicos. Segundo algumas pesquisas, pode ser
produzido através de biomassa (resíduos
agrícolas e florestais).
Origem
A cultura da
cana-de-açúcar parece ter tido origem na Nova
Guiné, onde através de migrações
antigas, expandiu-se para as Ilhas Solomon, Novas Hébridas e
Nova Caledônia, Indonésia, Filipinas e Norte da
Índia. Mais tarde, Alexandre, o Grande, levou-a para
a Europa e depois transportada para o continente
Americano.Primeiramente o álcool etílico foi
utilizado para a fabricação de bebidas alcoólicas.
O
álcool etílico é utilizado como combustível
desde o nascimento dos automóveis, na tentativa de adaptar os
motores recém inventados para a utilização do
etanol. Desde então e até nos dias de hoje, o
uso do etanol em veículos automotores tem sido um
considerável avanço.
Etanol
e o Meio Ambiente
Existem
diversas utilizações para o álcool etílico
como: produção de bebidas alcoólicas,
aplicações na indústria química e
farmacêutica, combustível veicular e a
produção de energia elétrica.
Como combustível para automóveis, o álcool tem a
vantagem de ser uma fonte de energia renovável e menos poluidora
que os derivados do petróleo, o que possibilitou o
desenvolvimento de uma tecnologia 100% nacional, o PROÁLCOOL.
O Proálcool é um programa nacional
de substituição de petróleo por energia
renovável. O álcool é também
menos inflamável, menos tóxico que a gasolina e o diesel.
Impactos e Problemas
Existem
problemas que precisam ser resolvidos para que o álcool torne-se
realmente uma alternativa sócio e ambientalmente
sustentável. Problemas esses, gerados pela monocultura da
cana-de-açúcar, pela condição
social e trabalhista da mão de obra empregada, pelo
primitivo processo de colheita que obriga a queima da cana,
entre outros.
- A queima da palha do canavial
visa facilitar e baratear o corte manual, fazendo com que
a produtividade do trabalho do cortador aumente de 2 para
5 toneladas por dia. Os custos do carregamento e transporte
também são reduzidos e aumenta a eficiência das
moendas que não precisam interromper seu funcionamento para
limpeza da palha. Por outro lado, essa prática, empregada em
aproximadamente 3,5 milhões de hectares, tem
conseqüências desastrosas para o ambiente.
- Vários estudos afirmam
que a queima libera gás carbônico, ozônio,
gases de nitrogênio e de enxofre (responsáveis pelas
chuvas ácidas), liberam também a indesejada fuligem
da palha queimada (que contém substâncias
cancerígenas) e provocam perdas significativas de
nutrientes para as plantas e facilitam o aparecimento de
ervas daninhas e a erosão, devido à
redução da proteção do solo. As
internações por problemas
respiratórios, intoxicações e asfixias
aumentam consideravelmente durante a "safra" da fuligem.
- Há problemas
também nos efluentes do processo industrial da
cana-de-açúcar, os quais devem ser tratados
e se possível reaproveitados na forma de
fertilizantes. Sem o devido tratamento os efluentes lançados
nos rios comprometem a sobrevivência de diversos seres
aquáticos e até mesmo os terrestres
(através da mortandade de peixes,
alimentação básica da classe mais baixa
da população), quando usados como fertilizantes os
efluentes não tratados contaminam os
lençóis freáticos e afetam os seres
terrestres.
Perspectivas Futuras
Com
o incentivo da utilização do álcool
combustível e outros, ocorre uma grande
movimentação na agroindústria canavieria,
que é um importante setor, gerador de milhares de empregos
diretos e indiretos.
Nos
EUA, a mistura etanol-gasolina corresponde a 8% do mercado de
combustível, enquanto que no Brasil, 43% dos
automóveis são movidos à álcool.
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