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Coleta e Disposição
Final do Lixo
O lixo é coletado ou pelas prefeituras ou por uma
companhia particular e levado a um depósito, juntamente com o
lixo de outras residências da área.
Lá pode haver uma certa seleção -
sobras de metal, por exemplo, são separadas e
reaproveitadas. O resto do lixo é enterrado em aterros
apropriados. A grande São Paulo descarta 59% de seu lixo por
esse processo e para os lixões seguem 23%. Além dos
aterros sanitários existem outros processos na
destinação do lixo, como, por exemplo, as usinas de
compostagem, os incineradores e a reciclagem.
Aterros

Aterro
é a
disposição ou aterramento do lixo sobre o solo e deve ser
diferenciado, tecnicamente, em aterro sanitário, aterro
controlado e lixão ou vazadouro.

Aterro Sanitário
É um processo utilizado para a disposição
de resíduos sólidos no solo, particularmente, lixo
domiciliar que fundamentado em critérios de engenharia e normas
operacionais específicas, permite a confinação
segura em termos de controle de poluição ambiental,
proteção à saúde pública; ou,
forma de disposição final de resíduos
sólidos urbanos no solo, através de confinamento em
camadas cobertas com material inerte, geralmente, solo, de acordo
com normas operacionais específicas, e de modo a
evitar danos ou riscos à saúde pública e à
segurança, minimizando os impactos ambientais.
Antes
de se projetar o
aterro, são feitos estudos geológico e topográfico
para selecionar a área a ser destinada para sua
instalação não comprometa o meio ambiente.
É feita, inicialmente, impermeabilização do solo
através de combinação de argila e lona
plástica para evitar infiltração dos
líquidos percolados, no solo. Os líquidos percolados
são captados (drenados) através de
tubulações e escoados para lagoa de tratamento. Para
evitar o excesso de águas de chuva, são colocados tubos
ao redor do aterro, que permitem desvio dessas águas, do aterro.
A
quantidade de lixo
depositado é controlada na entrada do aterro através de
balança. É proibido o acesso de pessoas estranhas. Os
gases liberados durante a decomposição são
captados e podem ser queimados com sistema de purificação
de ar ou ainda utilizados como fonte de energia (aterros
energéticos).
Segundo
a Norma
Técnica NBR 8419 (ABNT, 1984), o aterro sanitário
não deve ser construído em áreas sujeitas à
inundação. Entre a superfície inferior do aterro e
o mais alto nível do lençol freático deve haver
uma camada de espessura mínima de 1,5 m de solo insaturado. O
nível do solo deve ser medido durante a época de maior
precipitação pluviométrica da região. O
solo deve ser de baixa permeabilidade (argiloso).
O
aterro deve ser
localizado a uma distância mínima de 200 metros de
qualquer curso d´água. Deve ser de fácil acesso. A
arborização deve ser adequada nas redondezas para evitar
erosões, espalhamento da poeira e retenção dos
odores.
Devem
ser
construídos poços de monitoramento para avaliar se
estão ocorrendo vazamentos e contaminação do
lençol freático: no mínimo quatro poços,
sendo um a montante e três a jusante, no sentido do fluxo da
água do lençol freático. O efluente da lagoa deve
ser monitorado pelo menos quatro vezes ao ano.
Aterro
Controlado
É uma técnica de disposição de
resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar
danos ou riscos à saúde pública e a sua
segurança, minimizando os impactos ambientais. Este
método utiliza princípios de engenharia para confinar
os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de
material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.
Esta
forma de
disposição produz, em geral,
poluição localizada, pois similarmente ao aterro
sanitário, a extensão da área de
disposição é minimizada. Porém, geralmente
não dispõe de impermeabilização de base
(comprometendo a qualidade das águas subterrâneas),
nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases
gerados. Este método é preferível ao
lixão, mas, devido aos problemas ambientais que causa
e aos seus custos de operação, a qualidade
é inferior ao aterro sanitário.
Na
fase de
operação, realiza-se uma
impermeabilização do local, de modo a minimizar riscos de
poluição, e a proveniência dos
resíduos é devidamente controlada. O biogás
é extraído e as águas lixiviantes
são tratadas. A deposição faz-se por
células que uma vez preenchidas são devidamente seladas e
tapadas. A cobertura dos resíduos faz-se diariamente. Uma
vez esgotado o tempo de vida útil do aterro, este é
selado, efetuando-se o recobrimento da massa de resíduos com
uma camada de terras com 1,0 a 1,5 metro de espessura.
Posteriormente, a área pode ser utilizada para
ocupações "leves" (zonas verdes, campos de jogos, etc.).
De
acordo com a Pesquisa
Nacional de Saneamento
Básico - PNSB - 1989, realizada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística - IBGE - e editada em 1991, a
disposição final de lixo nos municípios
brasileiros assim se divide:
- 76% em lixões;
- 13% em aterros
controlados e
10% em aterros sanitários;
- 1% passam por tratamento
(compostagem, reciclagem e incineração).
Lixão
É um local onde há uma inadequada disposição
final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples
descarga sobre o solo sem medidas de proteção ao meio
ambiente ou à saúde pública. É o mesmo
que descarga de resíduos a céu aberto sem levar em consideração:
- a área em que está sendo feita a descarga;
- o escoamento de líquidos formados, que percolados, podem
contaminar as águas superficiais e subterrâneas;
- a liberação de gases, principalmente o gás
metano que é combustível;
- o espalhamento de lixo, como papéis e plásticos, pela
redondeza, por ação do vento;
- a possibilidade de criação de animais como porcos,
galinhas, etc. nas proximidades ou no local.
Os
resíduos assim lançados acarretam problemas à
saúde pública, como proliferação de
vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas, ratos etc.),
geração de maus odores e, principalmente, a
poluição do solo e das águas superficiais e
subterrâneas através do chorume (líquido de cor
preta, mau cheiroso e de elevado potencial poluidor produzido pela
decomposição da matéria orgânica contida no
lixo), comprometendo os recursos hídricos.
Acrescenta-se
a esta situação, o total descontrole quanto
aos tipos de resíduos recebidos nesses locais,
verificando-se, até mesmo, a disposição de
dejetos originados dos serviços de saúde e das
indústrias.
Comumente,
os lixões são associados a fatos altamente
indesejáveis, como a criação de porcos e
a existência de catadores (que, muitas vezes, residem
no próprio local).
Embora
apresente garantias razoáveis do ponto de
vista sanitário, a solução Aterro Sanitário
tem algumas desvantagens irrefutáveis:
-
Desperdício de matérias-primas, pois que se
perdem definitivamente os materiais com que se produziram os objetos;
- Ocupação sucessiva
de locais para deposição, à medida que os mais
antigos se vão esgotando. Numa perspectiva de médio
e longo prazo este é um problema grave, pois normalmente apenas
um número reduzido de locais reúne todas as condições
necessárias para ser escolhido.
Incineração

A
incineração é um processo de
decomposição térmica, onde há
redução de peso, do volume e das
características de periculosidade dos resíduos, com a
conseqüente eliminação da matéria
orgânica e características de patogenicidade
(capacidade de transmissão de doenças) através da
combustão controlada. A redução de volume é
geralmente superior a 90% e em peso, superior a 75%.
Para
a garantia do meio ambiente a combustão tem que ser
continuamente controlada. Com o volume atual dos
resíduos industriais perigosos e o efeito nefasto quanto
à sua disposição incorreto com resultados
danosos à saúde humana e ao meio ambiente,
é necessário todo cuidado no acondicionamento, na
coleta, no transporte, no armazenamento, tratamento e
disposição desses materiais.
Segundo
a ABETRE (Associação Brasileira de Empresas de
Tratamento, Recuperação e Disposição de
Resíduos Especiais) no Brasil, são 2,9 milhões de
toneladas de resíduos industriais perigosos produzidos a cada 12
meses e apenas 600 mil são dispostas de modo apropriado. Do
resíduo industrial tratado, 16% vão para
aterros, 1% é incinerado e os 5% restantes são
co-processados, ou seja, transformam-se, por meio de queima, em parte
da matéria-prima utilizada na fabricação de
cimento.
O
extraordinário volume de resíduo não
tratado segue para lixões, conduta que acaba provocando
acidentes ambientais bastante graves, além dos
problemas de saúde pública. Os 2
milhões de resíduos industriais jogados em lixões
significam futuras contaminações e
agressões ao meio ambiente, comenta Carlos Fernandes,
presidente da Abetre. No Estado de São Paulo, por exemplo,
já existem, hoje, 184 áreas contaminadas e outras 277
estão sob suspeita de contaminação.
A
recente Pesquisa
Nacional de Saneamento Básico (PNSB) realizada pelo
IBGE colheu dados alarmantes quanto ao destino das 4.000
toneladas de resíduos produzidos pelos serviços de
saúde, coletadas diariamente e provenientes
dos 5.507 municípios brasileiros. Apenas 14% das
prefeituras pesquisadas afirmaram tratar do lixo de
saúde de forma adequada. Este tipo de lixo “é um
reservatório de microorganismos potencialmente perigosos, afirma
documento da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Para
os resíduos de saúde classificados como
patogênicos, por exemplo, uma das alternativas
consideradas adequadas pelo Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama) é a incineração. A
redução de passivos ambientais constituídos por
resíduos perigosos tem encontrado na
incineração em alta temperatura, a melhor
técnica disponível e mais segura, confirma engenheiro
químico de uma empresa.
No
Brasil, a destruição de resíduos pela
via do tratamento térmico pode contar com os
incineradores industriais e com o co-processamento em fornos de
produção de clinquer (cimenteiras). A
Resolução Conama 264/99 não permite
que os resíduos domiciliares brutos e certos resíduos
perigosos venham a ser processados em cimenteiras, tais como
os provenientes dos serviços de saúde, os rejeitos
radioativos, os explosivos, os organoclorados, os
agrotóxicos e afins.
Método Contestado
Recentemente
o Greenpeace (organização-não-governamental
ambientalista) criticou a nova proposta para a Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) apresentada
à Comissão Especial de Resíduos Sólidos da
Câmara Federal pelo seu relator deputado federal Emerson Kapaz
(PPS-SP). A entidade reclama, que no documento, a
incineração e o co-processamento em fornos de cimento
são apresentados como as principais políticas para a
redução de resíduos.
Segundo
avaliação do Greenpeace estes métodos são
prejudiciais à saúde humana, pois despejam
substâncias tóxicas no meio ambiente, causando severos
danos. Mas, um estudo da ABLP - Associação Brasileira de
Limpeza Pública, mostra que os sistemas modernos de
incineração de lixo são dotados de
sistemas computadorizados de controle contínuo das
variáveis de combustão, tanto na câmara
primária quanto na de pós-combustão, bem como, nas
demais etapas de depuração de gases e
geração de energia.
Para
os estudiosos, o processo de incineração no
Brasil, ganhou o conceito de poluidor, nocivo à
saúde e prejudicial ao meio ambiente devido ao uso
de equipamentos já obsoletos ou à operação
e manutenção inadequadas. “Sob vários
aspectos, a incineração constitui o processo mais
adequado
para a solução ambientalmente segura e problemas de
disposição final de resíduos.
A
entidade ambientalista alega também que em diversos
países a incineração tem sido
preterida, porém, o trabalho da ABPL, diz que em países
como Alemanha, Japão, Suíça e EUA, por
exemplo, muitas plantas foram construídas
recentemente, além do que outras estão em
construção, principalmente para a geração
de energia. Esta reversão de deu principalmente nos
últimos anos com o avanço das tecnologias de
depuração de gases e dos controles “on line”, por
computador, de todas as emissões gasosas e líquidas.
Nestes últimos anos, a maioria das instalações de
tratamento de gases, das principais plantas naqueles países
foram
substituídas e hoje atendem às exigentes
normas de proteção ambiental.
Atualmente,
segundo trabalho da ABLP, o tratamento de gases é ainda mais
sofisticado, perseguindo a meta de emissão zero. Crescem os
sistemas para a remoção de outros poluentes
como NOx, dioxinas e furanos, além do aparecimento das
tecnologias avançadas de tratamento para a
produção de resíduos finais inertes,
que podem ser reciclados ou dispostos sem nenhum problema para o
meio ambiente, tal como o uso do plasma térmico.
Vários
processos estão se sofisticando atualmente no
pré-tratamento do lixo, anterior à
incineração, para aumentar a sua
homogeneização, baixar a umidade e melhorar o poder
calorífico, de tal forma a transformá-lo em um
combustível de qualidade para a máxima
geração de energia. Sofisticam-se também os
processos de combustão com o aumento dos
sistemas de turbilhonamento, secagem, ignição
e controle da combustão.
Processo
Para
que um resíduo chegue a ser incinerado é
necessário que ele esteja apto a ser transportado e
esteja devidamente caracterizado, física, química e
físico-quimicamente. Há uma série de atividades
preliminares que podem ser desempenhadas ou pelo gerador ou
pelo prestador de serviço de
incineração ou por um terceiro, preposto credenciado de
um dos dois.
Estas
atividades resumem-se a exame de carga e seu
acondicionamento (a granel, em sacos, em bombonas, em
tambores metálicos, em containers, etc), coleta de amostra
composta para a caracterização em
laboratório, acondicionamento para o transporte,
obtenção das Licenças Ambientais junto aos
órgãos ambientais nas duas pontas (gerador e
incinerador), aviso ou permissão de tráfego de outros
Estados situados no roteiro, carregamento do veículo e
amarração de carga, inspeção geral do
veículo, da documentação e do
motorista.
Os incineradores
industriais que prestam
serviços a terceiros estão localizados em sua
maioria no Estado de São Paulo (capacidade total de
26.000 t/a em 5 unidades), existindo ainda um no Rio de
Janeiro (6.500 t/a), dois na Bahia (14.400 t/a) e um em Alagoas (11.500
t/a). “Dada a dimensão do parque industrial
brasileiro, essa capacidade instalada é ainda muito
pequena, se comparada com os incineradores industriais dos
países europeus e dos EUA”. E está em montagem uma
nova unidade no Rio de Janeiro, com capacidade para 5.000 t/a.
É
bem verdade que uma grande parte de resíduos que
antes eram encaminhados para essas empresas, atualmente
estão indo para cimenteiras. Esse quadro competitivo
entre as duas alternativas conduziu a uma redução
substancial nos preços outrora cobrados pelos
incineradores, acirrando a concorrência. Acredita-se que uma
maior consciência está sendo incutida nos geradores de
resíduos, em grande parte provocada pelo receio das
sanções oriundas da aplicação da lei de
Crimes Ambientais e também por uma maior ação
fiscalizadora dos órgãos ambientais. Esses fatos
vêm
trazendo novos negócios para os incineradores e também
para as cimenteiras”.
Fonte:
Revista Gerenciamento Ambiental, Ano 4, Nº 19, Março /
Abril 2002.
Compostagem

A compostagem
é o processo de reciclagem da matéria orgânica
formando um composto. A compostagem propicia um destino útil
para os resíduos orgânicos, evitando sua acumulação
em aterros e melhorando a estrutura dos solos. Esse processo permite
dar um destino aos resíduos orgânicos domésticos,
como restos de comidas e resíduos do jardim.
A compostagem é largamente utilizada em jardins
e hortas, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes
de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção
de água, permitindo o controle de erosão e evitando
o uso de fertilizantes sintéticos.
Quanto maior a variedade de matérias existentes
em uma compostagem, maior vai ser a variedade de microorganismos atuantes
no solo.
Para iniciantes, a regra básica da compostagem
é feita por duas partes, uma animal e uma parte de resíduos
vegetais.
Os materiais mais utilizados na compostagem são
cinzas, penas, lixo doméstico, aparas de grama, rocha moída
e conchas, feno ou palha, podas de arbustos e cerca viva, resíduos
de cervejaria, folhas, resíduos de couro, jornais, turfa, acículas
de pinheiro, serragem, algas marinhas e ervas daninhas.
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Cinzas |
As cinzas de madeira
provenientes de lareiras ou de fogão a lenha são uma
ótima
fonte de potássio para os
horticultores orgânicos, pois a utilizam na
prevenção de pragas. As cinzas das cascas de banana,
limão, pepino e cacau possuem alto teor de fósforo e
potássio.
As
cinzas de madeira
podem ser acrescentadas
às pilhas de compostagem, mas perdem muito de seu valor se
ficarem expostas ao excesso de chuva,
pois o potássio lixivia facilmente.
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Penas |
As
penas de galinha, peru
e outras aves
são muito ricas em nitrogênio, podendo ser aproveitadas e
acrescentadas às compostagens. |
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Lixo
doméstico |
Praticamente
todo o lixo
orgânico de
cozinha é um excelente material para decomposição.
Em uma composteira devemos evitar despejar gordura animal,
pois esta tem uma difícil degradação. Restos de
carnes também devem ser evitados porque costumam
atrair animais, vermes e moscas além de causar mal
cheiro. |
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Aparas
de grama |
As
aparas de grama
são matéria orgânica muito rica
em nutrientes. Nas pilhas de compostagem são ótimos
isolantes térmicos e ajudam a manter as
moscas afastadas. |
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Rocha moída e
conchas
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Rochas
e conchas possuem
muitos minerais necessários para o
crescimento das plantas. Ostras moídas, conchas de bivalvos e
de lagostas podem ter o mesmo efeito de rocha
moída e substituir o calcário. |
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Feno
ou palha |
Estes
em uma compostagem
necessitam de uma grande quantidade de
nitrogênio para se decompor. Então recomenda-se que se
utilize pequenas quantidades de feno e palhas
frescos. |
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Podas
de arbustos e cerca viva |
São
volumosos e
difíceis de serem degradados.
Acrescentados na compostagem deixam a pilha
volumosa e com fácil penetração de ar. |
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Resíduos
de cervejaria |
Este
tipo de
resíduo enriquece o composto, mas costumam ser
bastante úmidos, não necessitando de
irrigação freqüente. |
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Folhas |
As
folhas parcialmente
apodrecidas são muito semelhantes ao húmus puro. Para
mais fácil decomposição
das folhas em uma pilha de compostagem, recomenda-se
que misture as folhas com esterco. |
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Resíduos
de couro |
Pó
de couro
é muito rico em nitrogênio e
fósforo, pode ser abundante e barato. |
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Jornais |
Há
algumas
controvérsias de se colocar jornais na pilha de
composto. Os jornais são uma grande fonte de carbono na sua
compostagem, desde que se utilize em pequenas quantidades. |
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Turfa |
Em
termos de nutrientes a
turfa não acrescenta nada na
compostagem, mas pode absorver toda a umidade existente. |
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Acículas
de pinheiro |
São
consideradas
um bom melhorador da textura do composto. Apesar
de se tornar levemente ácida na pilha, outros materiais
irão neutralizar os efeitos ácidos. |
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Serragem |
Apresenta
degradação extremamente lenta. A melhor maneira
é alternar a serragem com o esterco. |
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Algas
marinhas |
São ótimas
como fonte de potássio, se degradam facilmente e podem ser
misturadas com qualquer outro material volumoso, como a palha.
Também são muito ricas em outros nutrientes, como o boro,
iodo, cálcio, magnésio entre outros.
No
jardim deve ser aplicado a cada 3 ou 4
anos em grandes quantidades. Para o
horticultor as algas marinhas mantém a pilha isolada
termicamente durante o inverno.
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Ervas
daninhas |
É
ótima
como matéria orgânica para o solo,
mas deve-se acrescentar muito esterco ou outro material rico em
nitrogênio, para que as altas temperaturas
não permitam que as sementes germinem, assim evitando
trabalhos futuros e o desperdício deste
resíduo. |
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Alguns
resíduos,
como o sabugo de milho, de
maçã, casca de citrus, talo de algodão, folhas de
cana, folhas de palmeira, casca de amendoim, de nozes,
pecan e amêndoa são de difícil
degradação, porém, possuem muito nitrogênio
e matéria orgânica. Recomenda-se que sejam
picadas em pedaços menores para que se degradem mais
facilmente.
Para
manter sua pilha
volumosa e com força, pode-se
acrescentar terra, calcário ou húmus, já areia,
lama e cascalho adicionam poucos nutrientes.
Para a
boa degradação dos componentes de uma pilha é
necessário evitar alguns resíduos, como o carvão
mineral e vegetal, papel colorido, plantas doentes, materiais não biodegradáveis,
fezes de animais de estimação, lodo de esgoto, produtos
químicos tóxicos entre outros.
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Carvão
mineral e
vegetal
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As cinzas de
carvão mineral possuem
uma quantidade excessiva de enxofre e ferro que
são tóxicos para as plantas,
além de apresentarem muita resistência a
decomposição. |
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Papel
colorido |
Recomenda-se
não
adicionar nenhum tipo de papel colorido na
compostagem, devido as tintas tóxicas e não
biodegradáveis. Além disso, atualmente
há muitas campanhas para a reciclagem de
papéis. |
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Plantas
doentes |
Para
adiconar plantas
doentes na composto é preciso um processo
de compostagem ideal para garantir a completa
destruição de organismos patogênicos que causam
doenças. |
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Resíduos
não biodegradáveis |
Resíduos
de
plásticos, vidros, alumínios e roupas
possuem material sintético que
não são biodegradáveis, que poderão
prejudicar o solo. Borracha natural é
biodegradável, mas tem lenta degradação. |
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Fezes
de animais de estimação |
Deve
evitar a
adição de fezes de animais, pois podem
conter organismos perigosos que podem transmitir doenças. |
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Lodo
de esgoto |
Este
resíduo
merece um cuidado especial com altas temperaturas
para a eliminação de metais tóxicos e de
organismos patogênicos. |
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Produtos
químicos tóxicos |
Deve-se
evitar colocar
inseticidas, pesticidas e venenos na pilha. Estes
produtos são nocivos aos microorganismos que ajudam na
degradação e aeração do solo. |
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Etapas da Decomposição
Primeira fase
- Normalmente denominada decomposição: ocorre a decomposição
da matéria orgânica facilmente degradável, como
por exemplo, carboidratos.
- A temperatura pode chegar a 65-70ºC. Nesta
temperatura, durante um período de cerca de 15 dias, é
possível eliminar as bactérias patogênicas,
como por exemplo, as salmonelas, ervas - inclusive as daninhas,
ovos de parasitas, larvas de insetos, etc.
- Esta fase demora de 10 a 15 dias. É comum colocar sobre
o material uma camada de cerca de 10-30 cm de composto maduro para
manter o euilíbrio interno do material (sem perda de calor
e umidade).
- Nesta faze, proteínas, aminoácidos, lipídios
e carboidratos são rapidamente decompostos em água,
gás carbônico e nutrientes (compostos de nitrogênio,
fósforo, etc.) pelos microorganismos, liberando calor.
- Temperaturas acima de 75º indicam
condições inadequadas e podem causar a produção
de odores, devendo ser evitadas. Nesta temperatura, ocorrem reações
químicas no processo e não mais ação
biológica por microorganismos termófilo.
Segunda fase
- A fase de semimaturação: os participantes freqüentes
desta fase são as bactérias, actinomicetos e fungos.
A temperatura fica na faixa de 45 - 30ºC e o tempo
pode variar de 2 a 4 meses.
Terceira fase
- A fase de maturação/humificação: nesta
fase, celulose e lignina são transformados em substâncias
húmicas, que caracterizam o composto, pelos pequenos animais
do solo como por exemplo às minhocas. A temperatura cai na
faixa de 25-30ºC.
- O húmus (composto) é um tipo de matéria orgânica
mais resistente à decomposição pelos microorganismos.
No solo, as substâncias húmicas vão sendo lentamente
decompostas pelos microorganismos e liberando nutrientes que são
utilizados pelas raízes das plantas.
Fatores
que influenciam na Compostagem
* Aeração
- O fornecimento de oxigênio é um fator importante
durante a decomposição, principalmente, na primeira
fase. A falta de oxigênio pode liberar odores desagradáveis,
provenientes de produtos de decomposição anaeróbia
como gás sulfídrico.
- A aeração pode ser natural ou forçada para
sistema estático de compostagem.
- Neste caso a aeração natural pode ser feita através
da difusão, de revolvimento ou introdução de
tubos curtos e perfurados no interior da leira ou pilha. A aeração
forçada é feita por introcução ou sucção
de ar no interior da leira ou pilha.
- Para sistema dinâmico, é comum aeração
forçada com introdução de ar.
* Matéria-prima
- A compostagem é realizada com material orgânico putrescível.
- O lixo doméstico é uma boa fonte de matéria
orgânica e que corresponde a mais de 50% de sua composição.
- Relação carbono/nitrogênio (C/N): 30 - 40/l,
ideal para o desenvolvimento dos microorganismos.
- Umidade: 45% a 70%. Abaixo pode inibir o desenvolvimento da atividade
bacteriana e acima pode ocasionar deterioração.
- Materiais com tamanhos menores se decompõem mais rapidamente.
- Material indesejável do ponto de vista estético
e de segurança de manuseio: pedaços de vidro, metal,
plástico, etc.
* Microorganismos
- Normalmente, o material orgânico putrescível usado
contém os microorganismos necessários durante o processo.
Quando necessário, se adiciona composto maturado.
Características do Composto Húmico
- O composto é biologicamente estável e pouco agressivo
aos organismos do solo e plantas, e é utilizado para melhorar
as características do solo e aumentar a produção
de vegetais, por exemplo em hortas.
- O composto maturado tem aspecto marrom, com pouca umidade e cheiro
de terra mofada.
- Ao esfregá-lo com as mãos, elas se sujam, porém
o composto se solta facilmente.
- O composto deixa o solo mais "fofo" e leve, possibilitando que
as raízes utilizem água e nutrientes mais facilmente.
- As substâncias húmicas existentes no composto têm
a capacidade de reter água e nutrientes, agindo assim, como
uma esponja. Desta forma, as plantas podem utilizar a água
e nutrientes, favorecendo o seu desenvolvimento. Por isso o composto
é chamado também de fertilizante do solo.
- A água e os nutrientes retidos tornam o solo melhor estruturado,
necessitnado de menos irrigação, economizando energia
e tornando-se mais resistente a erosão.
- Aumenta a capacidade de troca de cátions (nutrientes).
- Ajuda na fertilidade do solo devido à presença de
nutrientes minerais (N, K, Ca, Mg, S e micronutrientes). Para o
nitrogênio, potássio e fósforo (NKP) encontram-se
valores médios de 1%, 0,8% e 0,5%, respectivamente.
Uso do Composto
O composto é usado em solo como corretivo orgânico,
principalmente de solos argilosos e arenosos, pobres em matéria
orgânica. A matéria orgânica deixa o solo mais
fofo e leve, possibilitando que as raízes utilizem a água
e os nutrientes mais facilmente. Aplicando o composto uma ou duas
vezes por ano, a produtividade do solo aumenta.
Usinas de Compostagem de Lixo no Brasil
Segundo dados do IBGE referente a 1989, publicados em 1992, existem
80 usinas de compostagem no Brasil, mas infelizmente a maioria delas
está desativada por falta de uma política mais séria,
além da falta de preparo técnico no setor. Inclusive,
na maioria dessas usinas, as condições de trabalho
são precárias, o aspecto do local é muito sujo
e desorganizado e não existe controle de qualidade do sistema
de compostagem e nem do composto a ser utilizado em solo destinado
à agricultura.
Muitas
usinas de compostagem estão acopladas ao sistema de triagem
de material reciclável. Por isso é comum as usinas
possuírem espaços destacados para esteiras de catação,
onde materiais como papel, vidro, metal, plástico são
retirados, armazenados e depois vendidos.
A qualidade
do composto produzido na maioria das vezes é ruim tato no
grau de maturação, quanto na presença de material
que compromete o aspecto estético e material poluente como
metais pesados.
A compostagem
no Brasil vem sendo tratada apenas sob perspectiva de "eliminar
o lixo doméstico" e não como um processo industrial
que gera produto, necessitando de cuidados ambientais, ocupacionais,
marketing, qualidade do produto, etc. Tanto isso é verdade
que quando as usinas são terceirizadas, as empreiteiras pagam
por lixo que entra na usina e não por composto que é
vendido e o preço, que muitas usinas cobram, é simbólico.
A compostagem no Brasil precisa ser encarada mais seriamente.
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